Archive for ‘FILOSOFIA’

1 de Dezembro de 2014

ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA REGRESSA COM MINIMA AZORICA

O novo livro de Onésimo Teotónio Almeida, “Minima Azorica. O meu mundo é deste reino”, traz o escritor, ensaísta e académico de Brown, Providence, EUA, à sua terra natal, os Açores, a convite da Companhia das Ilhas, que edita o livro. Entre 8 e 11 de Dezembro, estará, pois, nas ilhas do Fail, Pico, Terceira e S. Miguel para a apresentação da sua obra.

Capa_Onesimo_REV5“Minima Azorica” é uma recolha de textos dos últimos vinte e cinco anos do autor, na sequência de “Açores, Açorianos, Açorianidade”, prolongando reflexões e abrindo espaço para outras. Os Açores estão sempre presentes na escrita ensaística de Onésimo Teotónio Almeida, emergindo de modo constante e teimoso como a vegetação que brota dos interstícios de tudo na ilha.

ONESIMO-FOTO-CONTRACAPANatural do Pico da Pedra (n. 18.12.1946), Onésimo Teotónio Almeida estudou no Seminário de Angra do Heroísmo, bacharelou-se na Universidade Católica de Lisboa. Desde 1972 nos Estados Unidos, fez mestrado e doutoramento em Filosofia na Brown University, onde é catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros (foi seu director durante doze anos), no Wayland Collegium for Liberal Learning Renaissance and Early Modern Studies da mesma universidade, leccionando cursos interdisciplinares sobre valores e história cultural e das ideias.

Além de vários livros de ensaios, tem centenas de artigos dispersos que ultimamente tem reunido em volumes temáticos: “De Marx a Darwin – a desconfiança das ideologias” (2009, Prémio Seeds of Science 2010 para Ciências Sociais e Humanidades), “O Peso do Hífen. Ensaios sobre a experiência luso-americana” (2010) e “Pessoa, Portugal e o Futuro” (2014). Publicou ainda “Utopias em Dói Menor – Conversas transatlânticas com Onésimo”, conduzidas por João Maurício Brás (Gradiva, 2012).

No género de crónica e conto, as suas mais recentes colectâneas são “Quando os Bobos Uivam” (Clube do Autor, 2013), “Aventuras de um Nabogador – Estórias em Sanduíche” (Bertrand, 2007) e “Livro-me do Desassossego” (Temas e Debates, 2006). “Onésimo. Português Sem Filtro” (Clube do Autor, 2011) é uma antologia de cinco livros esgotados.

Colaborador permanente do Jornal de Letras, é membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e da Academia da Marinha e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.

 APRESENTAÇÕES EM DEZEMBRO, COM A PRESENÇA DO AUTOR:

# Seg. 8, 21 horas, HORTA, Auditório da Biblioteca Pública, apresentação de Vitor Rui Dores.

# Ter. 9, 20.30 horas, MADALENA DO PICO, Escola Cardeal Costa Nunes, apresentação de Manuel Tomás.

# Qua. 10, 18 horas, ANGRA DO HEROÍSMO, Auditório do Museu de Angra, apresentação de Álamo Oliveira.

# Qui. 11, 18.30 horas, PONTA DELGADA, Livraria Solmar, apresentação de Vamberto Freitas.

 MINIMA AZORICA. O meu mundo é deste reino, de Onésimo Teotónio Almeida, é a 45ª edição da Companhia das Ilhas, colecção transeatlântico # 10, série especial # 001, com 232 páginas, formato 14×22 cm, 1ª edição de Novembro de 2014, com PVP de 15 euros.

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29 de Outubro de 2014

Novo livro de Onésimo Teotónio Almeida em pré-lançamento na Solmar

Capa_Onesimo_REV5O novo livro de Onésimo Teotónio Almeida – MINIMA AZORICA. O MEU MUNDO É DESTE REINO – está a partir de hoje em pré-lançamento, em venda exclusiva na livraria Solmar, de Ponta Delgada.

O lançamento, com a presença do autor e contando com a apresentação de Vamberto Freitas, terá lugar no dia 11 de Dezembro, também na Solmar.

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A Companhia das Ilhas aceita desde já encomendas desta obra.

MINIMA AZORICA. O MEU MUNDO É DESTE REINO, Onésimo Teotónio Almeida

Edição 045 | colecção transeatlântico 012 | série especial 001

1ª edição (Novembro de 2014 – 500 exemplares)

ISBN: 978-989-8592-51-4

Formato: 14×22 cm

Páginas: 232

PVP: 15 euros.

 

20 de Outubro de 2014

OUTONO COMPANHIA DAS ILHAS

Em SETEMBRO, saímos com POESIA, UM DIA, livro que reúne poemas de Carlos Alberto Machado, Hélia Correia, Jaime Rocha, José Mário Silva, Margarida Vale de Gato e Miguel-Manso, criados durante as residências de escrita POESIA, UM DIA, da Biblioteca Municipal José Baptista Martins, de Vila Velha de Ródão.
Também neste mês oferecemos espaço à reflexão com CONJUNTO HOMEM, do jovem cientista (Instituto Albert Einstein, Suíça) e performer Jácome Armas: com recurso a ferramentas da ciência e da lógica formal, uma crítica às formas totalizantes de pensar o mundo.
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JACOME_Capa_REV1Já neste mês de OUTUBRO, demos corpo a um novo projecto literário açoriano: a revista TRANSEATLÂNTICO que, como diz o seu director, Nuno Costa Santos, «quer incentivar a escrever, de modo ficcional ou ensaístico, sobre o que são os Açores hoje – nas suas novas entranhas. Nas suas personagens, nas suas tensões biográficas, nos seus sonhos e ilusões, nos seus conflitos e acidentes. Mas também nos seus costumes, nos seus pequenos hábitos e nas suas expressões verbais.» Participam neste número zero: Alexandre Borges, Bianca M, João Pedro Porto, Joel Neto, Leonardo, Luís Rego, Maria das Mercês Vasconcelos Pacheco, Mariana Matos, Mário T Cabral, Paula de Sousa Lima, Renata Correia Botelho, Rogério Sousa e Rui Jorge Cabral. A Leonor Sampaio cabe a apresentação. Daniel de Sá (1944-2013) é entrevistado por Nuno Costa Santos. Duarte Belo colabora com um portfolio fotográfico. Miguel Real é o escritor convidado. Vasco Medeiros Rosa apresenta Dispersos, de Vitorino Nemésio. Próximas apresentações: LISBOA, dia 3 de Novembro, na livraria FERIN; HORTA, 10 de Novembro, ANGRA DO HEROÍSMO, 11 de Novembro.
TA0_Capa_FinalNo dia 25 de Outubro, no TEATRO MERIDIONAL, em LISBOA, será apresentado o número 8 da colecção AZULCOBALTO | TEATRO, com dois textos: PARKING, de Jorge Palinhos, e DESMATERIALIZAÇÃO, de Tiago Patrício. Estas duas peças foram elaboradas no âmbito do Laboratório de Dramaturgia do Meridional. É uma co-edição Companhia das Ilhas/Teatro Meridional/ Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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Três obras marcam, de modos diferentes, o mês de NOVEMBRO. Em A MORTE DOS OUTROS reúnem-se finalmente em livro prosas dispersas que o poeta Paulo da Costa Domingos publicou nos anos 80-90 na imprensa periódica, sob a ideia estilística genérica de “apócrifos”, exercício literário em que, com a necessária humildade e sem ilusões, são imitados autores como Vincent Van Gogh, Andrei Tarkovskii, Arsenii Tarkovskii, Jorge Luis Borges, Mikahil Bakunine, Carlos de Oliveira e Vitorino Nemésio. Ou talvez não… Será apresentada em LISBOA, na 2ª quinzena de Novembro.

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Em TEATRO REUNIDO (2000-2010), de Carlos Alberto Machado, juntam-se 13 peças de diferentes matizes. Algumas delas foram encenadas, quer pelo próprio autor (AQUITANTA e RESTOS. INTERIORES), quer por companhias profissionais e agrupamentos de amadores: Teatro o bando, Companhia de Teatro de Almada, CITAC ou Passagem de Nível, entre outros. O volume será apresentado na segunda quinzena de Novembro, em LISBOA, ÉVORA, COIMBRA e PORTO, assinalando os 60 anos do dramaturgo.

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De Onésimo Teotónio Almeida, professor catedrático na Brown University (Providence, Rhode Island, EUA), autor de uma extensa obra ensaística e ficcional, publicamos MINIMA AZORICA. O MEU REINO É DESTE MUNDO: uma recolha de textos dos últimos vinte e cinco anos, na sequência de AÇORES, AÇORIANOS, AÇORIANIDADE (1989) prolongando reflexões e abrindo espaço para outras. A obra será apresentada pelo autor e convidados em 4 ilhas do arquipélago dos Açores, em DEZEMBRO – FAIAL (a 8), PICO (a 9), TERCEIRA (a 10) e S. MIGUEL (a 11) –, entre 8 e 11 de Dezembro próximo. Em LISBOA, no próximo ano (6 de FEVEREIRO).

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16 de Outubro de 2014

HG Cancela lê Conjunto Homem, de Jácome Armas

JACOME_Capa_REV1« Carta 1 Da Natureza para o Homem

Caro Homem, disse a Natureza, sabias que o teu maior erro foi teres inventado o espelho?

(E o Homem sentiu-se estúpido: não sabia.)

Mas não, disse a natureza.

(E o homem sentiu-se ainda mais estúpido: tinha sido enganado.)

Então a Natureza disse: O teu maior erro foi teres coberto o Mundo com espelhos. Agora, sem te aperceberes, sempre que olhas pela janela e tentas pintar o que vês, acabas por pintar-te a ti próprio. No fim, ainda levantas o quadro e dizes: O Mundo.

(O Homem ouviu, calou-se e saiu convencido de que ia provar à Natureza que era capaz de ver o mundo e todas as suas cores.)

(Até hoje o Homem falhou.)» 1

Olhar para o mundo nunca consiste numa relação neutra de apreensão. Para ver não basta abrir os olhos, para compreender não basta traduzir essa percepção para uma representação consciente. O ver está já condicionado pela representação e esta nunca é alheia à experiência do objecto. Os condicionamentos implicam-se e multiplicam-se, numa relação que não é estritamente cumulativa ou linear.

Pretender possível que a experiência humana tenha um acesso luminoso ao mundo na sua essência seria negar a própria ideia de cultura.Enquanto cultura, a experiência dá tanto a ver quanto deturpa para que o visível caiba dentro da percepção, das linguagens e das representações.

Esta relação entre a representação e o real surge como o problema central do livro Conjunto Homem de Jácome Armas (nascido em 1985, especializado em física teórica). É um livro híbrido e inquieto: nem ensaio nem poesia, mas um espaço problemático onde os temas são tratados com a liberdade de pensamento e de experimentação que ambos proporcionam.

No plano temático, a sua principal virtude é não reduzir o problema ao binómio representação/objecto, mas mostrar que ele implica um terceiro termo: o sujeito, o ser humano, entendido como sentimento e espaço de experiência representacional.

Neste sentido, perguntar pelo mundo é perguntar pelo homem e pelas suas linguagens, do mesmo modo que perguntar pelo homem significará inevitavelmente perguntar pelo mundo no qual se inscreve e com o qual interage. Interrogar a razão será desembocar no sentimento, interrogar o sentimento será desembocar nos limites da representação e da própria ideia de verdade. Perguntar pelo objecto é interrogar o sujeito, interrogar o sujeito é deparar-se com o objecto:

«Proposição 15 As janelas da tua casa são transparentes.

(De fora, o Mundo pode olhar para dentro e ver o estado da tua casa. Não tão bem quanto tu: a casa é grande e o alcnce do Mundo também tem limites. Àquilo que tu chamarias Sentimento o Mundo chamaria humor.)

Þ As entradas dos sentidos são duplas: se vês o Mundo o Mundo também te vê a ti e, claro, vês-te a ti próprio.» 2

O livro, de tom aforístico, é um trabalho de interrogação sobre a própria linguagem. Embora se estruture segundo o esquema aparentemente lógico de um encadeamento argumentativo (Definição, Proposição, Conjectura, Exemplo, etc.), ele subverte de facto a linearidade do discurso dedutivo, afirmando uma arbitrariedade lógica só acessível ao discurso da poesia:

«Lema 14 O humor nunca desaparece.

(Mesmo que feches todas as janelas o mundo vê sempre uma paisagem: as janelas fechadas.)» 3

Dedicado, entre outros, a Gonçalo M. Tavares e Wittgenstein (e assumindo com isso as dívidas e as influências), o livro adopta a dimensão de uma pesquisa que a si mesmo recusa as condições de verificabilidade. Tratar-se-á mais de construir os problemas do que de enunciar respostas, ou de não enunciar outras respostas que não aquelas que possam elas mesmas ser sujeitas à dúvida e à revogação.

Diferente será a questão de saber qual o critério de verdade (ou de qualidade, assumindo a preponderância do discurso literário no livro) a partir do qual a validade da teses é susceptível de ser avaliada. O género ensaio tem sempre como critério implícito de verdade a argumentabilidade das teses, a garantia de que elas sejam contra-argumentáveis. A literatura pode prescindir da argumentabilidade, acolhendo a possibilidade da aporia ou da contradição interna. Talvez resida aqui um dos principais méritos deste livro de Jácome Armas: ele escapa-se e questiona os critérios e a autoridade de ambos os registos.

  1. Jácome Armas, Conjunto Homem, (ilustrações de Pedro Solá), Companhia das Ilhas, (56 p.), p. 11.
  1. p. 42.
  2. p. 42.

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15 de Março de 2014

O exercício da violência no Porto

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20 de Dezembro de 2012

Freitas e Cabrita

O poeta e crítico do Expresso Manuel de Freitas (editora Averno, revistas Telhados de Vidro e Cão Celeste, bar Bartleby, livraria Paralelo W) escreveu no nº 2 da Cão Celeste uma crítica ao Respiro, breve ensaio de António Cabrita editado pela Língua Morta em Novembro de 2011. Cabrita responde aqui com o primeiro de uma série de “postais” sob a designação “Conversas em família”. Adivinha-se “conversa” – e da boa. A seguir.
 Cabrita_maputo_WebManuel de Freitas

Antonio Cabrita Respiro

1 de Dezembro de 2012

Benjamin na Madeira

WALTER BENJAMIN E A OBRA DE ARTE – EM TORNO DE UMA ESTÉTICA BENJAMINIANA
Seminário por António Guerreiro
[inscrições abertas]
20 e 21 de Dezembro, das 20:30 às 23:00h
22 de Dezembro, das 10:30 às 13:00 / das 15:00 às 17:30h.
As formulações, os princípios e as categorias que nos permitem falar de uma estética de Walter Benjamin (a qual será o objecto deste curso de dez horas) não tiveram desenvolvimento sob a forma de uma obra coerente, de um tratado. Essa estética, que só pode ser reconstruída a partir de um conjunto muito variado de reflexões sobre a arte e a literatura, em momentos diferentes da sua obra, desenvolveu-se sobretudo em resposta às questões colocadas pela modernidade e pelas novas formas de experiência a que esta deu origem. A atenção do filósofo esteve sempre muito mais virada para a “obra de arte” do que para a estética e a filosofia da arte. No entanto, o seu contributo para a superação das categorias da estética clássica e romântica é valioso e alguns dos seus conceitos (por exemplo, o de declínio da aura) tornaram-se pregnantes no modo de entender a arte moderna e as vanguardas, na sua relação com uma história material e política.

PROGRAMA

1. O belo, a aparência e o inexpressivo.
– A relação entre a arte e a vida.

2. A crítica da estética romântica: a valorização da alegoria em relação ao símbolo.
– Alegoria e modernidade

3. O declínio da aura
– As várias versões de A Obra de Arte na Época da sua Reprodutibilidade Técnica e a discussão com Adorno
– Traço e aura (a arquitectura do vidro)
– Arte e técnica
– Estética e política

António Guerreiro, ensaísta e crítico literário no semanário “Expresso”, é autor de O Acento Agudo do Presente [Prémio de Ensaio P.E.N. 2000, Cotovia] e editou com Olga Pombo e António Franco Alexandre, Enciclopédia e Hipertexto. Fundou com José Gil e Silvina Rodrigues Lopes a revista Elipse. Walter Benjamin e Aby Warburg são os autores a que tem dedicado nos últimos anos o seu trabalho de investigação.
Benjamin
Porta33. Rua do Quebra Costas 33. 9000-034 Funchal