Novo livro de Henrique Fialho

Capa_Henrique_Fialho_CallCenter_REV2Call Center, de Henrique Manuel Bento Fialho

colecção azulcobalto 021

ISBN: 978-989-8592-47-7

1ª Edição: Junho de 2014

Ilustração da contra-capa: Bárbara Fonseca

64 páginas, brochado, 11×15 cm

PVP: 9 euros

Call Center é o confessionário onde os paradoxos e as ambiguidades da sociedade de consumo encalham, libertando-se sob a forma prestidigitada do conto. O absurdo surge como solução possível para contradições insanáveis, vidas sem rumo, situações mais ou menos verosímeis que nos fazem crer ser inútil procurar outro sentido para a vida que não seja o de uma desconfiança permanente sobre o doméstico, a normalidade, o lógico. Nesta recolha de pequenas histórias, o narrador escuta personagens reclusas de um mundo burocrático.

« Ponto assente: vamos morrer. A questão é quando e como. Na verdade, o como não chega a ser questão. Podemos morrer de morte súbita, de morte lenta, de acidente, assassinados, podemos pôr termo à vida. Que importa? A questão essencial é quando vamos morrer. Se esta dúvida nunca atormentou o leitor, ponha os olhos em Adalberto Pirralha. Morreria para saber quando seria o seu momento fatal. Todos os dias e tardes e noites na dúvida: quando irei morrer? De tanto cogitar sobre o tema, acabou congeminando negócio. É no que dá quando pensamos muito. Adalberto montou tenda na Feira Popular, garantindo adivinhar o último dia de quem estivesse interessado em sabê-lo. Magotes de curiosos, uns incrédulos, outros temerários, outros ainda desesperados, acorreram aos dotes do adivinho. Adalberto olhava o freguês nos olhos e dizia-lhe: vai morrer no dia tantos de tal. Depois, anotada a data, ia de encontro ao cliente no dia tal de tantos e matava-o. »

  

Henrique-Fialho_pressHenrique Manuel Bento Fialho. Rio Maior (1974). Vive em Caldas da Rainha.

Livros publicados:

Entre o dia e a noite há sempre um sol que se põe (ed. do autor, 2000)

Antologia do Esquecimento (ed. do autor, 2003)

Estórias Domésticas & Outros Problemas (OVNI, 2006)

O Meu Cinzeiro Azul (Canto Escuro, 2007)

Estranhas Criaturas (Deriva, 2010)

A Dança das Feridas (ed. do autor, 2011)

Rogil (Volta d’Mar, 2012)

Suicidas (Deriva, 2013)

Participação e inclusão em várias revistas e antologias.

 

companhia das ilhas  |  últimos títulos publicados

Tiago Rodrigues, Peça romântica para um teatro fechado Alexandre Borges, O boato. Introdução ao pessimismo Manuel Fernando Gonçalves, A matriz e o canto oposto Valério Romão, Facas José Ricardo Nunes, ConfissõesGez Walsh/Helder Moura Pereira, A borbulha no rabo. Poemas terríveis para meninos terríveis Helder Gomes Cancela, O exercício da violência. A arte enquanto tempo Luís Campião, O menino da burra Jorge Aguiar Oliveira, Ranço Nuno Dempster, Na luz inclinada Fátima Maldonado, Lava de espera Cristina Brito, A viagem seguinte Marta Freitas, Eis o Homem Henrique Manuel Bento Fialho, Call Center Paulo Ramalho, Boca aberta 

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