Rua de Baixo com Borbulha no Rabo

Andreia Rasga, do Rua de Baixo, escreve sobre o A BORBULHA NO RABO. POEMAS TERRÍVEIS PARA MENINOS TERRÍVEIS, de Gez Walsh, em versão portuguesa do poeta Helder Moura Pereira (Companhia das Ilhas, 2013):

Terrivelmente divertido

«Para crianças que gostam de rir, especialmente do disparatado, estes poemas são o melhor dos antídotos contra o mau tempo, a chuva e as saudades das atividades ao ar livre. Histórias do quotidiano, personagens lá de casa, bichos e aventuras, em textos cheios de ironia completamente desconcertantes.

Gez-Walsh-BorbulhaÉ impossível não folhear A borbulha no rabo (Companhia das Ilhas, 2013) sem soltar gargalhadas entre páginas. Os remates dos poemas deixam as crianças espantadas e os adultos ao rubro, rindo em conjunto, repetindo as frases e comentando as diabruras e aventuras de dezenas de figuras e momentos.

Este livro consegue ser terrivelmente divertido e completamente louco, levando um adulto a questionar: “será que devo mesmo ler isto ao meu filho?”. Contudo, partilhar estes poemas que falam de tirar macacos do nariz, dar traques, de pés malcheirosos, dos pêlos do nariz do avô, do bebé borrado, de dentaduras e arrotos, pode ser uma via divertida de mostrar o permitido e o proibido, o que é a brincar e o que é bem real.

O autor Gez Walsh usa, de uma forma ímpar, o humor para desenvolver a capacidade de comunicação das crianças, para lhes abrir limites, dissolver vergonhas e os ensinar onde estão os modelos e onde começa e acaba o politicamente correto.

A versão portuguesa resulta em pleno, graças à adaptação da autoria do poeta Helder Moura Pereira, que traduz e recria estes poemas transpondo-os perfeitamente para a nossa cultura, para a nossa realidade. Sem mazelas, sem perdas.

Neste livro não há tabus e a moral de cada um dos poemas molda-se aos olhos de quem lê. Então, folheadas as primeiras páginas, lida uma mão cheia de poemas, soltadas umas quantas gargalhadas, é impossível não chamar uma criança e ler em voz alta, espreitando sempre o ar deslumbrado com que os mais pequenos descobrem um livro com quase a mesma quantidade de poemas terríveis quantas as ideias, também terríveis, que eles próprios têm na imaginação. Tudo permitido, autorizado e partilhado com um adulto, igualmente terrível.»

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