Granta portuguesa

«A editora Tinta-da-China vai lançar em 2013 uma edição portuguesa da revista literária britânica Granta, dirigida pelo jornalista Carlos Vaz Marques e com periodicidade semestral. O primeiro número, que deverá sair em Maio, já tem tema: Eu. “Esta é uma revista literária, e a literatura é o subjectivo, é um ponto a partir do qual se olha o mundo. O tema é uma forma de dizermos que há aqui uma subjectividade que valorizamos”, explica Carlos Vaz Marques ao PÚBLICO. “Queríamos que a revista explicitasse isso desde o primeiro número. É o nosso pequeno manifesto.”

Há muito tempo que a editora da Tinta-da-China, Bárbara Bulhosa, tinha vontade de fazer uma revista. E Carlos Vaz Marques, que era assinante e leitor fiel da Granta, viu um dia em São Paulo que a revista britânica tinha uma edição brasileira. “Foi há três ou quatro anos”, conta. “Trouxe a revista para Portugal e começámos a pensar que seria uma boa ideia”.

Neste momento, a Granta já tem, para além do Brasil, edições em Espanha, Itália e Bulgária. Uma das grandes vantagens que estas edições têm é o “acesso ao enorme baú da Granta, onde estão disponíveis para serem publicados textos de autores como Martin Amis, Saul Bellow ou Salman Rushdie”, explica o jornalista e editor. Metade da edição da Granta Portugal será composta por textos da edição inglesa ou de alguma das outras edições-irmãs. A outra metade da revista será composta por textos inéditos de autores portugueses, que serão convidados a escrever. As outras Grantas podem também publicar nas suas edições textos da edição portuguesa. Em maio do próximo ano, o director da Granta britânica, John Freeman, virá a Portugal para o lançamento, disse Bárbara Bulhosa à Lusa.

“Esta não é uma revista de actualidade, nem jornalística”, explica Carlos Vaz Marques. “Pode haver um conto, um ensaio ou uma reportagem, mas os textos têm valor por si, pelo lado literário. A importância dada à forma e à escrita é maior do que a que normalmente se dá num jornal.” Poderá também haver textos inéditos de autores já que morreram e trabalhos fotográficos, como acontece na Granta-mãe. E haverá espaço (mas “será a excepção e não a regra”) para, de vez em quando, se publicar “pessoas, com talento e que ainda não tenham sido publicadas”, diz o editor, lembrando que a Granta britânica também teve esse papel de ajudar a revelar novos autores.

Fundada em 1889 por estudantes da Universidade de Cambridge como The Granta, um periódico de política, humor e iniciativa literária estudantil, baptizado com o nome do rio que banha a cidade, a revista, recorda a Lusa, publicou, entre outros, os primeiros trabalhos de Sylvia Plath e Ted Hughes, tendo renascido em 1979 como Granta, divulgando a obra de muitos escritores que viriam a ser internacionalmente reconhecidos.» (daqui, com a devida vénia)

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