Natália Correia – poemas (007)

Mátria 7

Manolo Sanchez de Sevilha

ombros de lenha despontados

sua faca de amor amola

em esmeril de manzanilha

que rico olor tienem los nardos

Noite indormida de mariscos

sangrando ulmeiros e cavalos

mastigação de flores de aveia

Manolo Sanchez vara de mimbre

que a minha hera serpenteia

sua crescente lenha de macho

em perfeição de dor se queima

Ai ojos quites andaluzes

passes de peito da tristeza

manoletinas de soluços

eres mi novia portuguesa

Obsoleta a lua deixa

que com sua dor de ponta e mola

Manolo lhe corte uma madeixa

Manolo Sanchez de Sevilha

em carbúnculo de adeus ficado!

Da amada reconhecível

não era a fonte não era a hora

seu sumo de desaparecida

tua língua fresca agora

Ai contraluz de intáctil noiva

postumamente germinada!

Em tua tela cor da sede

sequestro verde de mulher água

As maçãs de Orestes. Lisboa. Dom Quixote. 1970.

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