Natália Correia – poemas (006)

Mátria 6

Maníaco de amantes

é um espelho o Arno

que Ians Hoornik reconhece

Onde a proa do beijo

abre as coxas da noite

logo um rio aparece

Sou Ians o celta a loucura

do nada que as cadeiras exigem

minha respiração procura

a pátria do relâmpago

onde as mulheres ordenham

os sonhos que nos vivem

Ians Hoornik deus meu e meu adeus

ó volátil e fixo que te ignoras

atento como és dentro das horas

a decifrar-te da cabeça aos pés

eu crina e cascos do teu salto equestre

infinitamente me reflicto

na abóboda celeste

do teu olhar aflito

Turbulência cardíaca da gare

entrelaçadas mãos de chuva

cerco farpado de minutos

altiferozes sanguissedentos

Boreal o olhar de Ians escorre

um decassílabo para completar o mundo

Infinito e mulher coalescentes

As maçãs de Orestes. Lisboa. Dom Quixote. 1970.

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