Golgona Anghel – poemas (001)

Sobre a espera, repousa a esperança,

com dedos fininhos e olhos embaciados.

Demasiado magra, alimenta-se de sonhos vazios.

Aprecia a segurança, está cheia de boas intenções,

mas contenta-se com a hesitação.

Quer vestir-se de linho

embora a viscose pese menos.

Não sabe nada

e no entanto pretende ensinar tudo.

Lá nas entrelinhas, entrevê-te ao longe.

O que faria ela sem ti, sem este silêncio,

sem esta distância?

Quantas madrugadas,

quantos passos,

quantas vidas,

quantos medos serão ainda precisos

para que estas ruínas acabem de se despedir?

Revista Criatura nº 6. Lisboa. Novembro de 2011.

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