Catarina Barros – poemas (001)

CADERNO DE VERANEIO

em 31000a.c. houve uma explosão criativa

na Europa e desde então não aprendemos nada

Picasso dixit frente à besta de Lascaux

Nos jardins de Adonis escreve-se, festeja-se, eu

sobreponho ao silêncio um silêncio maior

O poema na margem do poema avança

inquieto na entrenoite, pois tudo se cumpre na sua

finitude e nada se perde na invisibilidade

Colapso, progresso, dois rostos de um só oráculo

que o digam a Vénus de Galgenberg, o dedo indicador

da arqueologia, certo poema sagrado

cada dia que vem não é um dia que começa

Quinteto. Lisboa. Artefacto. 2012.

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