Rui Almeida – poemas (001)

Em três horas de viagem

Se lêem poemas com 40 anos,

Contemporâneos de começar

A ser quem hoje é em viagem

Nesta costa, neste longe

Atlântico incerto, inevitável.

Nesta costa foi o que é agora

Sonhado, silencioso,

Tenso, rumoroso

E fraco, como ainda

Custa ser. Se ser é isto,

Como seria não ser?

E como seria limpar o rosto

Depois de cada Agosto?

Caderno de Milfontes, volta d’mar, 2012.

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