Henrique Fialho e Fernando Silva

O Henrique Fialho escreveu sobre o primeiro livro do Fernando Silva:

“O esforço colocado na organização dos poemas é notório, repartindo-se a produção de cinco anos (2004-2009) por cinco partes: apresentação, cartas e promessas, confissões, memórias, despedidas. O resultado, ainda que de um modo algo involuntário, acaba por sugerir um drama e seus respectivos actos. Da partida de Lisboa à manhã de todas as noites, o que encontramos é um processo de separação/distanciamento com objectos e focos de análise díspares. Por vezes, penetramos os campos do amor; outras vezes, enredamo-nos em cenas domésticas; não raramente, cedemos ao
lirismo intimista de quem olha para si com refinado espírito autocrítico. Tome-se de exemplo este ALGUMA COISA HÁ-DE FICAR: «não há nada de bom / nisto que eu sou / ficando todos / os esforços mortos // mau filho / desinteressado dos laços / que tanto lhe querem bem / péssimo amante / precoce infértil possessivo ciumento / pior amigo que nunca / tendo todos os meios / de comunicação e em nenhum pega // sou no fundo / Caim Iago Otelo / melhor deixarem-me / a um canto junto das ervas daninhas / talvez depois de morto / uma gerbéria dos meus pés».”

Texto integral aqui.

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