Poesia Incompleta no Brasil

Retirado daqui, com a devida vénia:

A Livraria Poesia Incompleta, esse formidável empreendimento português unicamente dedicado a poesia — poesia do mundo inteiro, o que é ainda mais formidável — foi tema do ex blog  em janeiro, vá por aqui.

Nem deu tempo de ir a Lisboa conhecer a loja, sobre a qual soube com tanto atraso. No fim de março, suas portas foram fechadas,  sem dívidas mas destino incerto, como explicou Changuito, seu criador e faz-tudo, ao jornal  português “Público”, por aqui.

O leitor talvez  não saiba que Portugal, entre outros países da zona do euro, atravessa crise pesada. E o Brasil, talvez o leitor também não saiba, vai muito bem, como nos conta a imprensa estrangeira –ok, estamos ao menos melhorzinhos que antes, ou serei otimista?

A notícia, espero para publicá-la havia quatro meses e não é exagero, é que enquanto os fãs da livraria ficaram a lamentar seu fechamento no blog e mural do Facebook,  Changuito se mudava para o Rio de Janeiro. O endereço é a Lapa, o bairro dos arcos e das novelas de Glória Perez; por ora, um escritório, no médio prazo, uma loja inteira.

Changuito diz chegou com “uma tonelada” de livros.  Tonelada? Vieram em caixas? Como vai ser possível comprar? Já descobriu livros brasileiros? E, afinal, o que fazes no Brasil desde que chegou?

Changuito responde ao blog por e-mail: “Sim, é uma tonelada mesmo, não é metáfora. Caixas, sim, dentro de um avião, passaram por uma kombi, um apartamento e outra kombi. Oitenta por cento do que tinha em Lisboa.  Não tenho datas para a venda na net. Quem quiser comprar, quando eu começar, basta escrever para o mail, ir acompanhando o que eu mostro no blogue e no Facebook. Vou vender muita coisa brasileira. Não tenho vontade de fazer uma livraria portuguesa no Rio, pelo contrário. Cá, como lá, tentarei ter o maior número de idiomas possível. Quando fechei em Lisboa, se não me falha a memória, tinha mais de cinquenta línguas. A minha relação com o Brasil, seja a poesia, seja a música, seja o cinema, é, felizmente, bem antiga. Tenho sempre sorte de conhecer gente talentosa. Os de Portugal hão-de vir, por ar, mar, e todos os meios possíveis. No médio prazo o objectivo é encontrar um espaço físico térreo, para fazer uma livraria, digamos, mais pública. No longo prazo, comprar o Maracanã, acabar de ler Dostoiévski e decorar setenta e três por cento dos nomes dos frutos brasileiros. Não posso contar o que tenho andado a fazer, por estar ao serviço dos serviços secretos albaneses, de Kate Moss e da Nasa.” »

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