Um poema de Inês Lourenço

Dois cimbalinos escaldados

Não sei, meu amigo, o que

irradiava mais calor, se

a chávena escaldada, se

o cimbalino fervente, se

as conversas sobre livros de poesia

que nesse tempo, ainda

acreditávamos ser a maior

razão.

 

Curto, normal, cheio

o cimbalino, esse negro odor

com moldura branca

numa mesa de café, na cidade

onde habitávamos desde sempre.

 

[de uma série de 7 poemas, na Revista Relâmpago nº 28, Abril de 2011 (dedicada a Vitorino Nemésio)]

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