Portugal Zero

“A poesia portuguesa tem vários séculos de vida. É uma história longa, dotada de um passado tão forte como presente. A poesia portuguesa, de tanto passado, também tem presente. Vários séculos e novos séculos: séculos novos, poesia nova, um poético Portugal em estado de fundação. Portugal, pois, em estado zero, Portugal, 0. Aqui, assim, o cabimento de se olhar a poesia nova portuguesa, a necessidade, a premência. Porque esta poesia não é apenas nova, ela terá, por ser quem é, vários séculos de vida, e terá seu passado em situação de grande novidade. Portugal, 0, Portugal desde sempre em estado de fundação.

São poetas de agora, vivos e jovens, os que vêm nesta coleção. Poetas que estréiam no final do século XX, invadem, viçosamente, o XXI, lêem sua história e a ela dão prosseguimento. A Portugal, 0 interessa a ponta-de-lança, um presente cheio de tradição e de coisas frescas. E interessa também dar ao leitor brasileiro, afastado de tudo o que este poético Portugal vem escrevendo, o conhecimento desta rigorosa novidade, nem tão estranha assim àquilo que nossos olhos, nossas angústias e maravilhas costumam experimentar.

Que venha Portugal, 0, e que tenha longa vida, pois esta poesia, de séculos e de agoras, vida longa tem e terá.”

Esta é Carta de Fundação da colecção Portugal 0 (zero), da Oficina Raquel. Sob a cooredenação do poeta Luís Maffei, publicaram-se já antologias de Rui Pires Cabral, Pedro Eiras, Manuel de Freitas, Luís Quintais e Valter Hugo Mãe.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s