Archive for Maio, 2012

31 de Maio de 2012

Leituras no pátio grego

«O ciclo Leituras no Pátio Grego realiza-se nas primeiras terças-feiras de cada mês, na Faculdade de Letras (dependendo das condições climatéricas, ora no Pátio Grego, ora na Biblioteca) e pretende, num primeiro momento, convidar autores a lerem os seus mais recentes livros, acompanhados sempre pela apresentação de um ensaísta/crítico/investigador que possa propor uma leitura avisada do livro e da obra do autor. Num segundo momento, pretende convocar todos os presentes a darem igualmente o seu contributo e, no mês seguinte, trazerem as suas leituras do livro que irão a debate. A intenção é não só proporcionar encontros com autores mas também desenvolver uma comunidade de leitores na nossa Faculdade de Letras, ressuscitando o espírito crítico e bibliómano que lhe deve ser inerente. As sessões têm, obviamente, entrada livre e estão abertas não só a estudantes ou pessoal da Faculdade mas também a todos aqueles que se quiserem deslocar para ouvir e falar de livros.

Nuno Moura é o primeiro convidado do ciclo Leituras no Pátio Grego. Nasceu em Lisboa, em 1970. Lê em público com o Paulo Condessa, chamam-se o CoPo. Publicou Não saia nem entre após aviso de fecho de portas (Eurosigno, 1993), Soluções do problema anterior (&etc., 1996), Nova asmática portuguesa (Mariposa Azual, 1998), Os Livros de Hélice Fronteira, Regina Neri, Vasquinho Dasse, Ivo Longomel, Adraar Bous, Robes Rosa, Estevão Corte e Alexandre Singleton (Mariposa Azual, 2000), Calendário das dificuldades diárias (&etc., 2002) e o acabado de sair Prémio Nacional de Poesia (Miasoave, 2012) que nos vem ler. Fernando Guerreiro é docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ensaísta, poeta e irá apresentar o mais recente livro de Nuno Moura.

[Ciclo organizado por Caixa dos Livros & Clepul, com apoio moral da revista Golpe d’asa]»

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31 de Maio de 2012

Cabrita Telecom

António Cabrita, autor da casa!, foi anunciado ontem como um os 60 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2012 no Brasil.

O prémio, que completa dez anos em 2012,tem três categorias: romance; conto/crónica, e poesia. Por enquanto, são 20 indicados para cada categoria. Em Setembro, os 60 finalistas serão reduzidos a 12. A premiação será realizada em Novembro, em data e local ainda não definidos. Foram inscritos, inicialmente, 502 livros publicados no Brasil em 2011.

O vencedor de cada categoria ganha R$ 50 mil e pode ganhar mais R$ 50 mil, na última etapa, caso ele seja o melhor dos três vencedores: o Grande Prêmio Portugal Telecom 2012.  O júri das etapas finais é composto por Alcides Villaça, Antonio Carlos Secchin, Benjamin Abdala Júnior, Leyla Perrone Moisés, Manuel da Costa Pinto e Maria Esther Maciel. A curadoria é formada pela curadora-coordenadora e consultora literária da Portugal Telecom, Selma Caetano, pelo especialista em literatura brasileira, José Castello, pela especialista em literatura portuguesa, Madalena Vaz Pinto, e pela especialista em literatura africana, Tania Celestino de Macedo.

OS 20 FINALISTAS NA CATEGORIA ROMANCE:

A Maldição de Ondina, de António Cabrita (Associação Cultural Letra Selvagem)

A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe (Cosac Naify)

A Vendedora de Fósforos, de Adriana Lunardi (Rocco)

Diário da Queda, de Michel Laub (Companhia das Letras)

Dois Rios, de Tatiana Salem Levy (Record)

Domingos sem Deus, de Luiz Ruffato (Record)

Don Solidon, de Hélio Pólvora (Casarão do verbo)

Habitante Irreal, de Paulo Scott (Alfaguara)

Infâmia, de Ana Maria Machado (Alfaguara)

K., de Bernardo Kucinski (Expressão Popular)

Meu Pseudônimo e Eu, de Marco Guimarães (Octavo)

Minas do Ouro, de Frei Betto (Rocco)

O Passeador, de Luciana Hidalgo (Rocco)

O Senhor do Lado Esquerdo, de Alberto Mussa (Record)

Perdição, de Luiz Vilela (Record)

Poltrona 27, de Carlos Herculano Lopes (Record)

Procura do Romance, de Julián Fuks (Record)

Tapete do Silêncio, de Menalton Braff (Global)

Uma Duas, de Eliane Brum (Leya)

Vermelho Amargo, de Bartolomeu Campos de Queiróz (Cosac Naify)

31 de Maio de 2012

Seis autores portugueses

A recém-criada Companhia das Ilhas lança neste final de mês 6 obras de autores portugueses. A colecção azulcobalto, dedicada a autores contemporâneos (ficção, teatro, poesia e ensaio), inicia-se com António Cabrita, com um livro de contos: Ficas a dever-me uma noite de arromba. Com poesia, Fernando Machado Silva: Passageiros clandestinos. O teatro, com Pedro Eiras: Bela Dona e outros monólogos.

Na colecção transeatlântico, dedicada a temáticas e autores açorianos, do mundo lusófono e da área da Macaronésia, Nuno Costa Santos abre com Às vezes é um insecto que faz disparar o alarme, livro de poesia, seguido de Tratados, de Mário T Cabral, igualmente de poesia. Carlos Alberto Machado, que também dirige as duas colecções, edita o livro de contos Estórias Açorianas.

 

 

 

 

Na Região Autónoma dos Açores, a Companhia das Ilhas iniciou um circuito próprio de distribuição denominado Azoresbookstores©.

A Companhia das Ilhas apresenta também produtos de merchandising cultural e turístico.

LOJA
27 de Maio de 2012

Espírito Santo em Congresso

«O Governo dos Açores, através da Direção Regional das Comunidades, organiza, de 31 de maio a 3 de junho, na ilha Terceira, o V Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo.
Destina-se a todas as pessoas interessadas em aprofundar conhecimentos sobre este culto, que se encontra profundamente enraizado na alma açoriana.
Criar um espaço para a reflexão, troca de experiências, convívio e para o enaltecimento desta vertente de múltiplas origens são os objetivos desta iniciativa.»

26 de Maio de 2012

O tempo suspenso

Imperioso voltar ao museu, onde acaba de ser inaugurada mais uma exposição que recomendo completamente. Refiro-me a “Antologia Breve”, um conjunto de obras recentes de Urbano (1996-2010) expostas na sala Dacosta (13 de Abril-3 de Junho). No fim, direi porque é que me parece muito interessante que os dois pintores açorianos se tenham encontrado no mesmo espaço.

O suporte da maior parte das obras é o papel, o que está adequado à temática geral. Papel significa, também, jornais e papelão. Uma das peças mistura a tela, o gesso e a folha de prata (escolhida para publicitar o evento). Aliás, há um notório cuidado na experimentação, embora não se fique com a ideia de arte experimental, pois tudo aqui flui com naturalidade, sem exibicionismos, a lembrar, antes, a arte povera.

Bem vistas as coisas, o que sobressai é a aproximação encantada e silenciosa da matéria e pela matéria, algo muito próximo do trabalho feminino (atitude yin), como no caso da tela “No Princípio” (2000), onde um fio do tecido serve para construir a copa da árvore.

A paleta: sépias, castanhos, cinzas, brancos, muitos filtros brancos, que visam apanhar a luz; os amarelos são torrados, ocres, chegam ao dourado, em algumas grandes extensões; os azuis são sempre cinzas, os vermelhos são sempre sanguíneos, ferrugem – e outra vez o branco, como um véu, ou melhor, como as cores na memória.

É a vida na memória. Trata-se de uma pintura figurativa, que representa o real quase sempre de forma percetível – porém, nada acontece fora do sujeito, mas dentro, recordado, impressão que é dada pela paleta e pela ausência de “paisagens” ou “panos de fundo”; os elementos são destacados, como que recortados do resto, tal e qual como quando recordamos. Não se trata, pois, de uma pintura realista, como poderá supor-se, ao princípio; mas sim transcendente: transcendência do objeto no sujeito e do sujeito no objeto.

Só o essencial conta. E o que é o essencial? Os títulos das obras ajudam-nos, mas não era preciso: a vida, o tempo que passa, o ser do mundo que flui, o tempo suspenso, o instante que é captado fora do tempo, o encontro do exterior com o interior… Há muita poesia em tudo isto: um cão urina numa árvore, um rapaz sobe a uma árvore para apanhar os primeiros frutos, uma mulher vai ter um filho… “As Últimas Aves” (carvão sobre tela, 2006) é, quiçá, a obra mais poética, mas todas, no geral, são laudatórias.

Pintura da vida: algo vai brotar, algo está a germinar, algo está a ser gerado (a presença da morte é diminuta, e nunca há decadência e perversidade); pintura da paz, do silêncio, da felicidade – da beatitude. Isto mesmo pode comprovar-se, ainda mais, com o traço que, sendo leve, não é rápido e nervoso.

A súmula é o “Caderno de Veneza (fac-símile, 2004), que é de comprar. Trata-se do canhenho do artista quando nesta cidade italiana. É um luxo de humanismo, o clímax deste mundo que acabo de descrever; noutras peças fôramos convidados a seguir o processo criativo, que aqui faz lembrar quando somos convidados para comer na cozinha de outrem, na maior intimidade. Numa das páginas, há uma nota que passo a citar:

“Quando aqui esteve em 1881, Renoir escreveu uma carta a Madame Charpentier:

‘… Fiz um esboço do palácio dos Doges. Como se fosse a primeira vez que alguém fizesse isso!’ – 25-II-04”.

E Urbano desenha o palácio dos Doges. Nota-se o “trompe l’Oeuil”; recorde-se aquele fragmento de Heraclito onde se diz que os deuses também habitam na cozinha. É o seu palácio, mas não é o “seu” que interessa, nem a vez ser a primeira: é o início, sempre, na autenticidade.

Prometi que, no fim, dizia porque é que achei interessante visitar Urbano na sala Dacosta. Há muito de comum entre eles (estou a pensar no segundo Dacosta). A alma destes homens é a mesma. Que bom que é saber que são açorianos; chegaram ao limiar da Verdade que se expressa em Obra.

Mário T Cabral, Casa das Tramoias, Abril, AD 2012

25 de Maio de 2012

A força d’As Coisas

O livro As Coisas, de Inês Fonseca Santos, cresceu para exposição [ Entre outras coisas ], tendo como curadores os arquitectos Francisco Spratley e Tiago Borges, integrada no evento , Portugal Convida 2012, em Barcelona (4 a 9 de Junho), na Galeria Il.lacions. A organização pertence ao Consulado de Portugal em Barcelona

Além da Inês Fonseca Santos na área da Literatura, participam: Fotografia Pedro Macedo Ilustração João Fazenda Cerâmica Maria Ana Vasco Costa  Design de moda Ricardo Dourado

Sobre Portugal Convida…

Um evento anual realizado pelo Consulado de Portugal em Barcelona que tem como objectivo promover o País através de diversos eventos culturais (conferências, exposições, concertos, etc.). Este ano realiza-se a 6ª edição e durante as edições anteriores foram convidados criativos de diferentes campos como nas artes plásticas, cinema, arquitectura, design e música. Nomes como Joana Vasconcelos, Alexandre Farto, João Mendes Ribeiro, Fernando Brízio entre muitos outros apresentaram um Portugal contemporâneo e criativo.

…e a Inês

É jornalista e autora. Tirou o curso de Direito (Fac. de Direito de Lisboa) e fez o mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea (Fac. de Letras de Lisboa). Quase ao mesmo tempo, começou a estagiar na SIC Notícias, como jornalista e produtora do programa Sociedade das Belas Artes. Saiu da SIC para escrever a tese de mestrado: A Poesia de Manuel António Pina – O Encontro do Escritor com o seu Silêncio, publicada em 2006. Entretanto, para além de ter colaborado com as revistas Ficções, Relâmpago e Textos e Pretextos e de ter voltado a trabalhar num programa da SIC Notícias, Laboratório, começou a escrever a biografia das Produções Fictícias. Produções Fictícias – 13 Anos de Insucessos saiu em 2006 (Oficina do Livro); uns meses depois, tornou-se associada das PF. Nas Produções Fictícias, foi coordenadora d’A História Devida (Antena 1), organizou com Nuno Artur Silva a Antologia do Humor Português (Texto) e foi uma das Condutoras de Domingo (Antena 3). Desde 2006, é jornalista do Câmara Clara e, desde 2010, editora e apresentadora do Diário Câmara Clara (RTP2). Em 2012, publicou o livro de poesia As Coisas (Abysmo).
25 de Maio de 2012

Mais SG

Chegou o livro do Verão, dizem-nos ao ouvido: Caríssimas 40 Canções – Sérgio Godinho e as Canções dos Outros, para andar connosco de milhentos modos. Foram crónicas no Expresso, hão-de tornar-se programa de rádio e até exposição, mas para já estão belo objecto, com a assinatura da Elisabete Gomes/Silva Designers, e no qual o Sérgio revisita belíssimas melodias e muitos mais autores, intérpretes, histórias e mais que se saberá lendo. O livro terá um PVP de 20 € (mas o preço de amygo da abysmo será de 17,50 €).

Entretanto,  no dia 31 de Maio, o João Paulo Cotrim e o Sérgio vão estar no Chapitô, em Lisboa, para falar do livro anterior, com uma piscadela de olhos a este. E a exposição SG e as 40 inaugura em Castro Verde, no dia 5 de Junho. No mesmo dia, mas em Barcelona, é a vez de uma outra exposição, desta vez dedicada a As Coisas, de Inês Fonseca Santos.

23 de Maio de 2012

Nemésio em revista

Chegou-nos hoje o número 28 da revista Relâmpago (Fundação Luís Miguel Nava, Abril de 2011, 234 págs.), só agora em distribuição, dedicado a Vitorino Nemésio, com dossiê que integra artigos repartidos por “documento”, “ensaio” e  “diário inédito” de VN. Leitura “obrigatória”.

22 de Maio de 2012

Leituras transatlânticas

Na Quinta-Feira 31 de Maio, às 19 horas, será lançado o livro BorderCrossings: Leituras Transatlânticas, de Vamberto Freitas, na Livraria Solmar Artes e Letras, em Ponta Delgada. A apresentação será feita por Carlos Cordeiro. Uma edição Letras Lavadas (chancela da Publiçor).

22 de Maio de 2012

Autismo

Autismo, o romance de Valério Romão, das edições abysmo, tem uma sessão de lançamento agendada para o dia 30 de Maio, pelas 19.30 horas, no Espaço Chiado 8 – Jardim, Largo do Chiado, 8, em Lisboa. Apresentação de José Mário Silva e leituras de Elisabete Caramelo.

21 de Maio de 2012

Portugal Zero

“A poesia portuguesa tem vários séculos de vida. É uma história longa, dotada de um passado tão forte como presente. A poesia portuguesa, de tanto passado, também tem presente. Vários séculos e novos séculos: séculos novos, poesia nova, um poético Portugal em estado de fundação. Portugal, pois, em estado zero, Portugal, 0. Aqui, assim, o cabimento de se olhar a poesia nova portuguesa, a necessidade, a premência. Porque esta poesia não é apenas nova, ela terá, por ser quem é, vários séculos de vida, e terá seu passado em situação de grande novidade. Portugal, 0, Portugal desde sempre em estado de fundação.

São poetas de agora, vivos e jovens, os que vêm nesta coleção. Poetas que estréiam no final do século XX, invadem, viçosamente, o XXI, lêem sua história e a ela dão prosseguimento. A Portugal, 0 interessa a ponta-de-lança, um presente cheio de tradição e de coisas frescas. E interessa também dar ao leitor brasileiro, afastado de tudo o que este poético Portugal vem escrevendo, o conhecimento desta rigorosa novidade, nem tão estranha assim àquilo que nossos olhos, nossas angústias e maravilhas costumam experimentar.

Que venha Portugal, 0, e que tenha longa vida, pois esta poesia, de séculos e de agoras, vida longa tem e terá.”

Esta é Carta de Fundação da colecção Portugal 0 (zero), da Oficina Raquel. Sob a cooredenação do poeta Luís Maffei, publicaram-se já antologias de Rui Pires Cabral, Pedro Eiras, Manuel de Freitas, Luís Quintais e Valter Hugo Mãe.

21 de Maio de 2012

Para que servem os elevadores?

António Cabrita vai publicar dois livros inéditos em Moçambique pela editora local Alcance, em 2012. Para que servem os elevadores? – e outras indagações literárias, com saída prevista para fins de Agosto, será um volume que reúne uma dúzia de textos e pequenos ensaios sobre literatura, centrando-se grande parte deles em autores moçambicanos; com Enumeração de Todos os Passos em Falso, o autor procede a uma antologia pessoal da sua poesia, de 2005, ano em que chegou a Moçambique, até 2010, peneirando num conjunto de 5 livros. Será a sua segunda antologia representativa, desde Arte Negra, que reunia toda a sua obra de 1995 a 2001. Este livro conhecerá a sua edição no fim do ano.

Por aqui, tem já impresso o livro de contos Ficas a dever-me uma noite de arromba – quase quase disponível.

20 de Maio de 2012

40 anos a escrever

A Livraria Culsete vai receber no próximo domingo, 27 de Maio, o escritor Urbano Bettencourt, que apresentará o seu último livro, África Frente e Verso. Simultaneamente, serão evocados os 40 anos de escrita literária do autor, iniciados em Setúbal com o título Raiz de Mágoa. A sessão vai contar com a colaboração dos actores Fernando Guerreiro e José Nobre.

18 de Maio de 2012

Prémio Nacional de Poesia

Sábado, 19 de Maio, na Livraria Sá da Costa, ao Chiado, em Lisboa, pelas 21 horas, leitura do livro Prémio Nacional de Poesia e concerto Mau Sangue com Beatriz Nunes, José Ferreira e Nuno Moura..

17 de Maio de 2012

O respirar de Cabrita

«Ando às voltas com o Respiro dele (edição Língua Morta, Lisboa, Novembro de 2011 – não saiu em nenhum Top Ten, estejam descansados!). São trinta páginas de texto que pesam como um milhão de anjos (talvez caídos).» O resto está aqui.